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Artigo de periódico

Escala 6x1, democracia e desigualdade: uma análise transversal entre tempo de vida no trabalho, crise de representação política e vulnerabilidade racial no Brasil contemporâneo

dc.contributorDe Migueli, Priscilla Milena Simonato
dc.contributor.authorDe Migueli, Priscilla Milena Simonato
dc.date.accessioned2026-10-26T18:43:43Z
dc.date.available2026-10-26T18:43:43Z
dc.date.created2026-11-27
dc.date.issued2026-11-27
dc.identifier.citationDE MIGUELI, Priscilla Milena Simonato. Escala 6x1, democracia e desigualdade: uma análise transversal entre tempo de vida no trabalho, crise de representação política e vulnerabilidade racial no Brasil contemporâneo = The 6×1 Work Schedule, Democracy, and Inequality: A Cross-Disciplinary Analysis of Working Time, the Crisis of Political Representation, and Racial Vulnerability in Contemporary Brazil. Revista do Tribunal do Trabalho da 2ª Região, São Paulo, v. 18, n. 36, p. 275-296, jul./dez. 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://basis.trt2.jus.br/handle/123456789/18867
dc.description.abstract[por] O artigo analisa a escala 6x1 como fenômeno sociopolítico complexo que articula a captura capitalista do tempo de vida, a crise contemporânea de representação democrática e a reprodução estrutural das desigualdades raciais no Brasil. Partindo de aportes teóricos de Marx, Thompson, Arendt, Sartre, Beauvoir e Antunes, demonstra-se que a jornada 6x1 não constitui mera técnica de distribuição de horas, mas dispositivo de subtração da existência, orientado à intensificação da exploração laboral e à limitação das possibilidades de ação, liberdade e transcendência. A partir de dados da RAIS, PNAD Contínua e Ministério do Trabalho, identifica-se que a jornada de 44 horas semanais incide desproporcionalmente sobre trabalhadores negros, jovens, mulheres negras e setores precarizados da economia, evidenciando que a escala 6x1 opera como mecanismo de racialização da exaustão e da desigualdade. O artigo examina, ainda, a mobilização pública em torno da PEC de 2024 sobre o fim da escala, discutindo o déficit de responsividade do sistema representativo brasileiro e problematizando sua incapacidade de incorporar demandas socialmente urgentes. Por fim, propõe a necessidade de reformas trabalhistas e democráticas articuladas, incluindo arranjos deliberativos birrepresentativos e políticas de redução da jornada, apoiadas em evidências da OIT e da OCDE, como caminho para a reconstrução do tempo de vida como direito e fundamento da cidadania.pt_BR
dc.description.abstract[eng] This article examines the 6x1 work schedule as a multidimensional sociopolitical phenomenon that articulates the capitalist appropriation of life-time, the contemporary crisis of democratic representation, and the structural reproduction of racial inequalities in Brazil. Drawing on theoretical contributions from Marx, Thompson, Arendt, Sartre, Beauvoir and Antunes, the study demonstrates that the 6x1 schedule is not a merely technical arrangement of working hours but a device of existential subtraction aimed at intensifying labor exploitation and restricting human freedom, action and transcendence. Using empirical data from RAIS, the PNAD Contínua and the Ministry of Labor, the analysis reveals that the 44-hour workweek disproportionately affects Black workers, young people, Black women and precarious economic sectors, showing how the 6x1 regime functions as a mechanism of racialized exhaustion. The article also investigates the public mobilization surrounding the 2024 constitutional amendment proposal to abolish the 6x1 system, highlighting the lack of responsiveness within Brazil’s representative institutions and their difficulty in processing urgent social demands. Finally, it argues that overcoming the 6x1 schedule requires interconnected labor and democratic reforms, including birrepresentative deliberative institutions and policies for work-time reduction, supported by evidence from the ILO and OECD, aimed at restoring life-time as a right and the basis of democratic citizenship.pt_BR
dc.description.tableofcontentsIntrodução -- Tempo de vida, disciplina do trabalho e perfil socioestrutural dos trabalhadores da escala 6x1 no capitalismo contemporâneo -- A crise de representação política, a disputa pública sobre o fim da escala 6x1 e o modelo birrepresentativo de David Van Reybrouck -- Tempo de vida, representação democrática e transformação social: para além da escala 6x1 -- Conclusãopt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.relation.ispartofRevista do Tribunal do Trabalho da 2ª Região: v. 18, n. 36 (jul./dez. 2026)pt_BR
dc.subjectCrise políticapt_BR
dc.subjectDemocracia
dc.subjectDireitos econômicos e sociais
dc.subjectJornada de trabalho
dc.subjectRacismo
dc.subjectRepresentação
dc.subjectTempo
dc.subjectVida
dc.subject.otherEscala 6x1pt_BR
dc.subject.otherTempo de vidapt_BR
dc.subject.otherCrise de representação democráticapt_BR
dc.subject.otherRacismo estruturalpt_BR
dc.subject.otherDemocracia deliberativapt_BR
dc.subject.otherDireitos sociaispt_BR
dc.titleEscala 6x1, democracia e desigualdade: uma análise transversal entre tempo de vida no trabalho, crise de representação política e vulnerabilidade racial no Brasil contemporâneopt_BR
dc.title.alternativeThe 6×1 Work Schedule, Democracy, and Inequality: A Cross- Disciplinary Analysis of Working Time, the Crisis of Political Representation, and Racial Vulnerability in Contemporary Brazilpt_BR
dc.type.genreArtigo de periódicopt_BR
dc.type.materialDocumento textualpt_BR
dc.relation.ispartoflinkhttps://basis.trt2.jus.br/handle/123456789/18841pt_BR
dc.publisher.placeSão Paulopt_BR

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